quinta-feira, março 26, 2009

O Caminho da Graça

O Caminho da Graça é gente que se junta por causa do Evangelho que é Vida!

O Caminho da Graça é feito de gente que sabe que o fardo de Jesus é leve.

O Caminho da Graça é feito de gente que sabe que: A GRAÇA SALVA E SANTIFICA!

O Caminho da Graça é feito de gente com a consciência grata e aos pés do Filho de Deus.

No Caminho não tem ninguém para dizer se você é ou não é do Caminho!

No Caminho quem faz o trabalho de Deus é Deus!

No Caminho da Graça a única nóia apreciada é aquela que nasce do amor: METANÓIA!

hugo
Estação Fortaleza

quarta-feira, março 25, 2009

QUEM É E QUEM NÃO É DO “CAMINHO DA GRAÇA”


O “Caminho da Graça” não existe, a menos que você o torne existente para você.Tem gente que pensa que existe algo real com o nome de “Caminho da Graça”. Não. Tal coisa não existe. E jamais deixarei que exista.Existe uma nomenclatura dada a um movimento de busca da simplicidade do Evangelho, o qual, entre nós, circunstancialmente, se chama “O Caminho da Graça”.Mas não existe nada como as mulheres do “Caminho da Graça”, os adolescentes do “Caminho da Graça”, os jovens do “Caminho da Graça”, ou mesmo os mentores do “Caminho da Graça”.


Temos reuniões para gente: homens, mulheres, crianças, jovens, adolescentes e até para os adultos que se sentem eternamente meninos. Mas participar do grupo não faz da pessoa uma pessoa do “Caminho da Graça”, a menos que ela viva o Evangelho.No “Caminho da Graça” somente é quem é; quem não é… pode freqüentar, estar em todas, mas não é.Sim! Pois no “Caminho da Graça” apenas se dá valor ao que a pessoa faça de uso do bem do Evangelho para ela. Se fizer…, está no “Caminho da Graça”, se não fizer... pode fazer o que desejar, mas não é e não está no “Caminho da Graça”.É por isto que não temos “membros”, nem “oficiais”, nem coisa alguma que dê à pessoa a ilusão de que por ter uma função oficial, isto faça dela uma pessoa especial.


Perguntam-me: “Fulano é do “Caminho da Graça”?”Respondo: “Não sei. É?”Então afirmam: “É sim. Tá lá todo domingo!”Respondo: “O diabo também”.Retrucam: “Mas a pessoa da qual falo é de lá sim; diz que é seu discípulo e defende você em tudo!”Respondo: “Defender-me não o torna do “Caminho da Graça”. Ele será do “Caminho da Graça” apenas se andar com Jesus, o Caminho. No “Caminho da Graça” não temos ninguém que seja do “Caminho da Graça” apenas porque apareça, goste ou freqüente”.Temos uma reunião ou mais. O nome do ajuntamento desses discípulos é “Caminho da Graça”. Mas o nome somente será mais que um nome se a pessoa viver o Caminho de Jesus, abraçar o Evangelho. Do contrário, é apenas uma pessoa freqüentando um ambiente no qual o Evangelho é pregado; embora a pessoa não seja do “Caminho da Graça”, a menos que se faça um ente de tal realidade pela simples seriedade com a qual trate o Evangelho em sua vida.Assim, quando me dizem: “Os jovens do “Caminho da Graça” ou os adolescentes do “Caminho da Graça” estão fazendo besteira”, eu digo: “O Caminho da Graça” não tem a paternidade de ninguém. O “Caminho da Graça” não adota pessoas; pessoas é que adotam o “Caminho da Graça” quando se tornam discípulas de Jesus. Enquanto obedecerem ao Evangelho serão do “Caminho da Graça”, mas no dia em que desistirem do Evangelho como bem para as suas próprias vidas, nesse dia já não serão do “Caminho da Graça”.”Por isto, no “Caminho da Graça” ninguém disciplina ninguém se você entender por disciplina aquilo que as “igrejas” fazem: afastar o membro.


No “Caminho da Graça” ninguém afasta ninguém, as pessoas se afastam quando não suportam mais o Evangelho.E quando há dos que não assumem e nem se afastam, nada muda, pois, tem-se apenas uma pessoa ouvindo o Evangelho, e, em mim, sempre há a esperança de que a pessoa se converta.O “Caminho da Graça” não assume nenhum papel de Xerife, ou de pai, ou mãe, ou de “igreja”; ou seja: de superego dos crentes!No “Caminho da Graça” quem, sendo filho, tem pai e mãe, o “pastor” de tal pessoa jovem será o pai ou a mãe.Ninguém é chamado para se explicar. A vida da pessoa a explica todo dia, para o bem e para o mal.No máximo o que se faz é, ao se ver que uma pessoa não está andando conforme o Evangelho, apenas pedir que ela dê um tempo nas atividades publicas à frente de eventos ou coisas relacionadas ao “Caminho da Graça”, mas se insta com ela para que fique exposta à Palavra.“O Caminho da Graça” apenas tem duas instancias de manifestação; uma grupal e densa e outra individual; ou seja: as reuniões do grupo e as ações dos indivíduos comprometidos com o Evangelho.Não queremos ser uma comunidade/clube, na qual os membros se sintam pertencendo ao grupo.


No “Caminho da Graça” apenas queremos que as pessoas se exponham ao Evangelho. Se andarem juntas por gostarem da companhia umas das outras, que façam bom proveito. Mas não é por isto que se tornam mais do “Caminho da Graça” do que quem apenas ouve a Palavra e faz bom proveito dela em sua vida, sem jamais querer sair para comer uma pizza depois da reunião, que pode até ter sido “um culto”, no caso de todos os que dela participem tenham adorado a Deus em espírito e em verdade, no ato de cultuarem juntos.Assim, um monte de adolescentes que andem pelas reuniões do “Caminho da Graça” não são os “Adolescentes do Caminho”, mas apenas um grupo de meninos que aparecem nas reuniões do “Caminho da Graça”.Os do “Caminho da Graça” são os que, pela vida, confessam Jesus e o Evangelho. Os que assim não fazem são apenas pessoas que aparecem aos encontros, mas que nada fazem do bem do Evangelho em suas vidas; portanto, andam nas reuniões do “Caminho da Graça”, mas ainda não estão no Caminho.Assim, no “Caminho da Graça” ninguém é a menos que seja; pois, se não for, não se tornará por nada neste mundo.“O Caminho da Graça” não é um ajuntamento, antes de ser um conceito: O Evangelho.


Meu compromisso é apenas pregar sem falsificação do Evangelho. O que fazem com o que prego é decisão de cada um. Eu, todavia, não tenho membros e nem oficiais, pois, entre nós, só é oficial aquilo que se torna vivo pelo Evangelho todos os dias, e só é membro quem serve o próximo, não quem dá o dízimo ou vira bucha de reuniões sem sentido... para a pessoas que aparecem sem saber nem bem a razão.Desde que “O Caminho da Graça” iniciou aqui em Brasília, e, depois, pelo Brasil e até em outros paises, já recebi cartas de pessoas me cobrando algo sobre o comportamento de alguém ou alguns que dizem ser do “Caminho da Graça”.Minha resposta é sempre a mesma: “Ele pode até freqüentar as reuniões, mas não é do Caminho, pois, no “Caminho da Graça” só é verdade o que for verdade em Jesus, o que não for, não faz ninguém se tornar do “Caminho da Graça”.No Caminho de Jesus só é quem se faz ser todos os dias!


Quando você vir alguém se jactando que é do “Caminho da Graça”, não creia nele. Quem é do Caminho não se jacta de nada, apenas serve sem questões e sem argumentos.Quando você vir alguém se dizendo do “Caminho da Graça” ao mesmo tempo em que negue o Evangelho na prática da vida, pode dizer: “Você freqüenta as reuniões do grupo o “Caminho da Graça”, mas você não é do “Caminho da Graça”, posto que não haja graça em seu caminhar”.Perguntam-se: O “Caminho da Graça” tem membros?Respondo: “Tem todos os que andam com Jesus segundo a simplicidade do Evangelho. Esses são os membros se forem membros do Corpo de Cristo, manifestando isso pela adesão de discípulo a Jesus”.No dia em que se fizer a “conta” de quantos sejam os membros do “Caminho da Graça”, nesse dia o “Caminho da Graça” acabou.


A permanecia do “Caminho da Graça” dependerá totalmente de sua coragem de total impermanência.Um grupo de gente que freqüenta o “Caminho da Graça” é apenas um monte de gente que freqüenta o “Caminho da Graça”. Se estiverem fazendo o que é bom, bom será o que fizeram. Se estiverem fazendo o que é mal, mal será o que fizerem.Simples assim.Se passar disso, saiba: não é o “Caminho da Graça”; pois, entre nós tal é radicalidade existencial anunciada; se for, é; se não for, não é.O resto é o velho fantasma da “igreja” assombrando os crentes ainda viciados em pertencer sem ser.Ou então é o ardil de sempre do diabo, estimulando o individuo a pertencer [como se fosse possível] sem se tornar.Em Jesus quem é, é; quem não é, não é.É assim que é com Jesus. Por que deveria eu adotar outro critério?Jamais!Afinal, no “Caminho da Graça” não vale tudo e não vale nada, pois, só vale o Evangelho.Assim, quem ama Jesus e anda no Evangelho, esse é do “Caminho da Graça”. Mas quem apenas acha legal ou pensa que vale tudo, esse saberá que no “Caminho da Graça” as coisas são ainda mais estreitas, pois, não se tem a ilusão nem dos números e nem dos membros...; posto que apenas sejam do “Caminho da Graça” os que sejam do único Caminho de Vida, Jesus.


Perguntam-me: “No “Caminho da Graça” vale tudo?”Respondo: “Não! No “Caminho da Graça” só vale o que seja Evangelho; pois, o que não for... para nós não vale nada!”Portanto, só é membro do “Caminho da Graça” quem se fizer ramo da Videira por conta própria, único modo de alguém se tornar ramo da Videira Verdadeira,


Nele,

Caio

25 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

segunda-feira, março 23, 2009

Marcelo Quintela - Faça por merecer - A teologia do mérito - Parte 1/3



Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=Xfbu3fBxCqw
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=-O1P2imlfQs

DO CAMINHO DA GRAÇA E SEUS "AMIGOS"

A DIFICIL JORNADA DO SALMO 137 A 133

Uma outra curiosa realidade tem se acentuado ao redor do Movimento:

A maioria absoluta dos que pediram por ele, não vieram!

Sim, a maior parte daquele pessoal que escreveu cartas e cartas queixando-se do jugo de escravidão religiosa, com o mesmo espírito que o salmista queixava-se do Exílio no Salmo 137, na verdade, só queria mesmo reclamar.

Questionam o exílio, mas não querem ver materializada nenhuma libertação, pois, de fato, tendo se passado tanto tempo em cativeiro, eles talvez já possuam muitos negócios no Exílio. Cresceram em Babilônia e já dependem dela para viver e se manter, ainda que em intermináveis ciclos de euforias e frustrações que se alternam em revezamento, vivendo na tal "rodinha do hamster" o tempo todo. Por fim, aliaram sua própria identidade espiritual àquela condição de semi-Evangelho e de pseudo-fraternidade (segundo eles próprios em milhares de milhares de correspondências!).

Aí alguém lhes convida sob o "decreto" de uma Doce Revolução, a esperança de uma alternativa surge, um novo odre se estabelece, as utopias se tornam possíveis, a porta se abre, o Caminho se faz em direção a Jerusalém, mas eles não vêm!

Sim! A reconstrução dos muros derribados dá mais trabalho do que era imaginado, precisamos de apoio, chamamos por eles, mas eles não podem! Eles só querem assistir, e eventualmente dar uns sábios palpites, fazer advertências amigas. Ficaram incrivelmente éticos: "Ah! Não dá, o Caio está muito reativo. Eu falei tudo aquilo, mas não era para tanto..." .

Querem manter uma proximidade gerenciada, mas não querem uma relação de armas depostas.

Sabem tudo sobre o "Caminho da Graça", e o aplicam em suas comunidades e discipulados. Mas são amigos distantes...

Querem uma amizade de interesses, para fins de eventos, querem até um pedaço do Caio, se for o caso; mas não suportam a desesperança caústica dele em relação a tudo aquilo do qual ele já foi pai e mãe, ainda que diariamente ele dê conta de se derramar de amor e zelo pelos filhos do Evangelho sobre qualquer denominação.

Então, gastam todo o tempo especulando acerca do Caminho.

Eles nos dizem: "Já sei onde tudo vai parar!" "Infelizmente vai tudo se perder!" "O Caminho vai virar 'igreja'... que pena! Era, afinal, um projeto tão lindo!" "Mas, a gente já viu essa história tantas vezes e já sabe onde vai dar... É melhor ficar aqui para não se 'queimar'!" Afinal, "o Caminho não é a última azeitona dessa empada. O Caminho é Cristo!" Em Santos, por exemplo, eles falam com categorias mais nobres que já inocentam o Caio, agora que se certificaram de sua seriedade e viram que o cara é crente: "Puxa, pena que o pastor não é entendido pelos que o 'seguem'!" "Puxa, pena que os caminhantes só fizeram uma transição desastrada e amargurada entre a 'igreja' e o 'Caminho', mas não assimilaram a 'proposta'... (eu, sinceramente, não sei como eles sabem tantas coisas!). E por aí vai, desde sérias análises antropológicas, sociológicas, teológicas até os mais fantasiosos exercícios de difamação: "No Caminho pode tudo! Credo!", "Eles bebem, eles casam gays, eles dançam (ih! A gente dança mesmo!), eles pensam que a Graça é a quarta pessoa da Trindade..."

Bom, em Fortaleza se ouviu e eu só vim aqui fazer ecoar que:


· O que vale não é o que se especula, mas o que se realiza! Materializar esperanças dá trabalho; é mais fácil deixar "Jerusalém" guardada na mente como um sonho bom e impossível de ser reconstruído.


· Constatado isso, no "Caminho" não nos ocuparemos com profetas de laboratório, exegetas de camarote, os amigos que nunca pulam, que nunca abandonam a zona de conforto, que nunca confiam, que sempre ficam esperando que a gente revele como tudo funciona na verdade, por debaixo do tapete das boas intenções do Caio e dos demais. Você diz para eles sempre as mesmas coisas: Funciona assim! Do jeito que você está vendo! Vem e Vê, mano! Mas eles não acreditam. Penso que só se convidaram para cerrar fileiras porque não podiam imaginar que a gente era LOUCO o suficiente para fazer o Caminho de volta para casa, para fora do exílio!


· Um outro grupo, de espírito similar a esse, é aquele que é constituído pelos que já provaram que não querem participar de uma coisa maior; querem ser o maior da coisa toda, e por isso, não farão nunca coisa nenhuma! Daí existirem muitas comunidades nomeadas Caminho da Graça, inclusive, que a gente nem sabe que existe e nem tem a oportunidade de saber! Eles seguem o Caminho de longe, eles abrem o site como quem consulta um menu, como quem saca do cardápio um bom prato, mas não colocam a mão num tijolo dessa reconstrução num enorme desperdício de força-tarefa e recursos! Não querem amizade, fraternidade, companhia, relacionamento, nada... São uma espécie de Nicodemos, nos seguem na calada da noite porque temem a auditoria, a controladoria, a intervenção. Pensam que fazemos como eles fariam. São os vícios da era da tirania e da suspeição que impedem o espírito do Salmo 133 de se concretizar entre nós com a exultação desarmada dos que tem os braços dados! O Salmo 133, pós-exílico, exalta a alegria de se caminhar desenclausurado com os irmãos em direção ao templo re-erguido (Isso não é teologia, é alegoria; contudo, isso É!).


· Aviso aos caminhantes: Se você encontrar por aí o pessoal do Salmo 137, convide-os para o Salmo 133, E no que nos diz respeito, a gente não quer mais irmãos, a gente quer irmãos-amigos! Se você encontrar por aí o pessoal do Salmo 137, digam a eles que estão fazendo muita falta! E que já pulamos de Salmo, e que já abandonamos as canções do exílio. Se ninguém vier, se ninguém se manifestar, se ninguém ajudar, certamente vai demorar mais tempo, algumas outras gerações, se for o caso, mas as muralhas serão re-erguidas em nome de Jesus.


· O "Caminho da Graça" não é epicentro de coisa alguma; o Espírito é Livre. Todavia, vamos nos unir, não para formar um gueto; mas para se tornar um contingente de restauração e Vida, com forças multiplicadas.


O convite está aberto, porque nossa porta nunca se fecha!

A gente tem o coração mole...


Marcelo Quintela

Santos/SP