segunda-feira, maio 28, 2007

O Caminho da Graça

O “Caminho da Graça” é uma manifestação humano-coletiva da experiência individual que cada um de nós tem com Deus em Jesus. Neste caminho procuramos conhecer o Caminho todo dia pela fé.

O “Caminho da Graça” é a experiência de gente como nós — gente cheia de histórias e veredas; e de encontros e desencontros; mas, sobretudo, gente que deseja andar na Graça até o fim; e andar na Graça para conhecer o amor de Deus hoje, em profundidade, para a plenitude de nosso bem já. Portanto o caminho da Graça só servirá para quem gosta de gente, que não se choca com os problemas humanos, nem com as complexidades existenciais.

O “Caminho da Graça” firma-se num principio de consciência, que é ser sincero com a nossa própria Queda, a fim de podermos ser misericordiosos com a dos outros.

No “Caminho da Graça” temos gente. Somente gente. Nada além de gente. Gente quase sem problemas. Gente com problemas. Gente com muitos problemas. Gente atolada em problemas. Gente-problema. Gente solucionadora de problemas apesar de serem perseguidos por problemas. Gente se casando. Gente que chegou descasada e se recasou. Gente que vivia traindo e parou de trair. Gente que ainda trai. Gente que se encara. Gente que mente e nunca se encara. Gente que muda. Gente que ouve, ouve, gosta, mas não muda. Gente madura. Gente infantil. Gente que entendeu. Gente que está entendendo... Gente que não entendeu nada ainda. Gente que vai lá e supostamente anda conosco por interesses de todas as ordens... Gente que logo vê que é vista em sua dissimulação. Gente que aceita a verdade. Gente que gosta de tudo até que a verdade as moleste. Enfim, gente é o que somos.

Mas somos gente que prossegue desejosa de encontrar mais da Graça, a fim de aproveitá-la, mesmo que muitas vezes seja dolorido.

O que é certo é que no “Caminho da Graça” todos têm liberdade para ser quem são e como são até que Deus mesmo fale com eles. Alguém é chamado para um papo apenas se o que faz afeta a outros no grupo, do contrario, cada um tem a liberdade de andar... Se alguém pede ajuda, é socorrido. Se não pede, todavia é acompanhado com aquele olhar atento e esperançoso.

Se um lugar assim, que reúne gente assim, servir para você, então venha. Pois, nosso desejo é andarmos juntos, crescermos juntos, e chegarmos juntos ao Trono de Graça.

Entre em contato conosco:

caminhofortaleza@hotmail.com

quinta-feira, maio 17, 2007

UMA GRAÇA QUE POUCOS DESEJAM


[por Caio Fábio]

Amados Caminhantes e amigos na mesma confissão de esperança: Graça e Paz!O motivo deste é lembrar “aos do Caminho” que têm também um compromisso de fé e amor com a mensagem e o propósito do “Caminho da Graça” — que não temos que abrir mão de nosso direito de primogenitura na alegria de dar, de ser generoso, e de exercitar a Graça como dádiva nossa aos outros.O que sinto é que em razão dos traumas com as “igrejas e pastores abusivos”, muitos foram para outro extremo, sendo enganados pelo diabo, o qual lhes diz que tudo é vigarice; e, assim, tendo um dia sido explorados, hoje caminham para se tornarem frios, cínicos, usurários e indiferentes.Que pena!Em 1986 escrevi um livro intitulado “Uma Graça Que Poucos Desejam”; o qual é todo baseado em II Coríntios 8-9. Em breve o livro estará em "e-book" e a todos estará disponível aqui no site.Leia o texto que transcreverei a seguir, pois lhe fará muito bem e abrirá seu entendimento para essa “Graça que poucos desejam” — a Graça de Contribuir, conforme fizeram os Macedônios.Leia, por favor!



Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.

E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus; o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós.
Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça.

Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.
E nisto dou minha opinião; pois a vós outros, que, desde o ano passado, principiastes não só a prática, mas também o querer, convém isto.

Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses.

Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.

Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade; como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.

Mas graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós; porque atendeu ao nosso apelo e, mostrando-se mais cuidadoso, partiu voluntariamente para vós outros. E, com ele, enviamos o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas.

E não só isto, mas foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor e para mostrar a nossa boa vontade; evitando, assim, que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós; pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.

Com eles, enviamos nosso irmão cujo zelo, em muitas ocasiões e de muitos modos, temos experimentado; agora, porém, se mostra ainda mais zeloso pela muita confiança em vós.

Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo.

Manifestai, pois, perante as igrejas, a prova do vosso amor e da nossa exultação a vosso respeito na presença destes homens.Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos, porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos.

Contudo, enviei os irmãos, para que o nosso louvor a vosso respeito, neste particular, não se desminta, a fim de que, como venho dizendo, estivésseis preparados, para que, caso alguns macedônios forem comigo e vos encontrem desapercebidos, não fiquemos nós envergonhados (para não dizer, vós) quanto a esta confiança.

Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza.

E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.

Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.

Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra; como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.

Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.

Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos, enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós.

Graças a Deus pelo seu dom inefável!


Prosseguindo....Desde 1974 tenho levantado fundos discretamente para a manutenção das obras de divulgação da Palavra.Naquele tempo os discípulos no Brasil só contribuíam para a “igreja”, a qual se auto-proclamava “único banco” autorizado para receber doações “para Deus” — o dízimo!Sim! Naquele tempo contribuir “fora da igreja” era pecado. Eles até faziam vista grossa para as contribuições que não fossem “dízimos”. Mas se alguém dissesse que estava dizimando numa “obra” ou numa “missão”; ou mesmo dando o dizimo para alguém “carente” — a reprimenda era imediata.Entretanto, durante décadas, com todo respeito, lisura, discrição, honestidade, separando sempre o que era “meu” do que era da “missão”; e mais: tirando do meu apenas o dizimo para mim (meu sustento e de minha casa) e doando o resto para as obras de evangelização e ajuda aos necessitados — levantei muito dinheiro, sem ninguém ver, e sem alarde. Dinheiro com o qual enchemos o Brasil por décadas com a pregação do Evangelho, tendo o respeito de todos, de dentro e de fora. Além disso, todo o recurso arrecadado era posto, sem exceções, nos projetos apresentados ao povo. E acerca disso tenho muitas testemunhas!Hoje tudo mudou!A decepção que é o fruto do escárnio dos líderes tornou a maioria cínica e avara!Até os melhores de antes estão pedrados e indiferentes hoje...Esse carnaval, essa orgia de engano e de manipulação que tomou conta do país, não só tem feito mal aos que pensam que “aquilo” tem qualquer coisa a ver com Deus e com o Evangelho, mas, muito para além disso, fez muito mal aos que saíram de tais meios; pois, hoje, tornaram-se cínicos; e tomam a maldade sobre eles praticada como álibi para não mais exercerem a generosidade conforme Jesus.Chega!Temos muito a fazer nestes dias maus!É hora de parar com a criancice e metermos a mão no bolso conforme a proporção da fé, e contribuirmos para o avanço do Evangelho enquanto é tempo!Tem gente que me pergunta por que não estamos na televisão em rede nacional. Minha resposta é simples: Por causa de gente como você, que pensa que uma pergunta muda alguma coisa!Sim! Gostar, perguntar, pedir, implorar, etc. — não muda nada. O que faz mudar é o ato, a ação, o gesto, a atitude, a disposição e o efetuar.Assim, peço a todos os que lêem este site e dizem que ele os ajuda essencialmente; e que apregoam a certeza de que o Evangelho é nele e por mim anunciado com clareza; e que dizem que a hora é grave; e que lamentam não haver alternativas públicas para a pregação da Palavra no país — Sim! Peço que parem de falar, falar e falar; de resmungar, de lamentar, de se doerem pela ausência do que é bom; e, ao invés disso, passarem a contribuir todos os meses, com seriedade e amor; pois, se assim fizermos, em pouco tempo estaremos atingindo o que hoje é apenas um lamento, não um sonho, mas que pode se tornar realidade pela ajuda de cada um.Assim, conclamo você a ser generoso, comprometido, alegre, cheio de adoração, e a fazer parte desse ciclo de Graça, no qual, a dádiva de um supre a outros; os quais por ele (pelo que doou) tornam-se gratos a Deus, o qual (Deus), sobre este que abriu o coração e semeou no campo do mundo a semente da Vida — derramará muitas outras graças e dons; de modo que tal pessoa não só faça bem a outros, mas a si mesma.É neste espírito do Evangelho que tomo a liberdade de estimular você a ser partícipe e generoso em todas as coisas!Além disto, muitos dos que me lêem agora, estão vindo de “igrejas” trituradoras e manipuladoras, as quais, tomam até Vale Transporte e Tíquete Refeição dos que estão presentes. Não deixe que o roubo sofrido mate a sua alma para a alegria de contribuir.Queremos ver a Palavra no ar, em todas as casas do Brasil. Ajude!Queremos ver o site todo traduzido e divulgado em inglês, a fim de atingir toda a Terra. Ajude!Queremos enviar gente boa de Deus e consciente do Evangelho para pregar em outras nações, conforme o mandamento sob o qual todos nós estamos até que o Senhor volte.Creio que para você é fora de dúvida a nossa intenção. A qual nada tem a ver com coisa alguma que não seja responsabilidade com a saúde do movimento no qual temos nos encontrado como amigos e irmãos de jornada. E mais: estamos comprometidos a pregar mais do que nunca o Evangelho para esta geração.Ademais... — dar e ser generoso são princípios de Vida; conforme Jesus ensinou!Não há barganha na Graça de Deus. Entretanto, é Graça doar e participar da assistência daquilo que nos abençoa e divulga a Palavra da Vida.Assim, se o Espírito Santo falar com você, obedeça-o em mais esta ação que Paulo chamou de “obediência ao Evangelho” no texto que lemos acima.Nele, que nos ajuntou em amor e fé; e que não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação,


Caio

09/01/07

Lago Norte

Brasília

OS MACHUCADOS FILHOS DA GRAÇA-GELOL

A tendência natural da alma é viajar entre pólos, especialmente quando sua conexão com um deles começou como obrigação, convenção, comportamento moral ou mesmo como uma obrigatória rebeldia amoral.

Medo, obrigação, culpa e ódio são em geral as forças que mais pressionam a alma contra um de seus pólos, nesse caso, da pior forma possível.

Assim, presa como uma lagartixa por alguma força que a pressiona contra a parede do sentir, a alma ali fica, até se despregar por alguma razão (geralmente um tragédia ou trauma), e, então, deixar-se pendular para o pólo oposto, e lá ficar por um tempo (com sorte), ou para sempre, como muitas vezes é o caso.

Outros vão sendo sacudidos de um pólo para o outro, e como são frágeis e reativos, vão indo e voltando sempre, cada vez mais cínicos, cada vez mais impermeáveis a qualquer coisa.

Alternâncias sistemáticas de pólos dolorosos ou desconfortáveis (como é sempre o caso) acabam por gerar cinismo, pois, ninguém agüenta mudar-se o tempo todo para o pólo oposto. Quando isto acontece, o equilíbrio nunca chega, pois, em tal caso, não se encontra equilíbrio, mas sim o cinismo como estabilidade.

Hoje o que se vê é a viagem Evangélico Coletiva para o pólo do cinismo.

Já se foi e voltou tantas vezes, que a maioria cansou...

É gente que não larga, mas que também não segura.

É gente que diz “amém” para tudo, mas que não faz nada.

É gente que confessa que crê, mas que por tal fé não vai a lugar nenhum...

Isto sem falar nos que foram tão traumatizados com tudo o que lhes sobreveio como engano e opressão religiosos, que, agora, mesmo quando encontram o Evangelho como Palavra e fé, tratam tudo como se em razão do engano passado tivessem ganhado um crédito que agora lhes faculta viver em descomprometida devoção e desinteressado engajamento.

Desse modo, dizem que agora sim; que a Graça agora os alcançou; que enfim ficaram libertos da opressão e do engano. Aleluia.

Entretanto...

Se antes doaram e dizimaram por medo, hoje nada dão por acharem que se antes foram ‘enganados’, agora é a vez deles ‘sonegarem’...

Se antes se engajaram por pavor, hoje sentem ser natural e justo trocarem qualquer “ministério” por pipoca com coisa nenhuma.

Se antes pregavam, ainda que de modo chato e sem sabedoria, hoje não confessam nada, nem sob tortura.

Se antes se esforçavam e se davam com toda força, hoje querem que tudo seja feito sem esforço e sem atitude; sem dinheiro e sem engajamento; sem ordem e sem objetivo.

Mas se algo não dá certo; se o que lhes fazia bem já não pode mais ser mantido disponível por falta de recursos financeiros; e se os que realizam essas coisas são discretos e maduros (e esperam que todos saibam que devem ajudar tudo o que faz bem e realiza o propósito do Evangelho) e, por isso, nada dizem sobre as dificuldades que experimentam — com a supressão daquela coisa, ministério ou serviço antes oferecido a todos; ou com sua retirada de sua disponibilidade e acessibilidade a todos, então, todos os filhos da “Graça traumatizada”, logo vêm correndo e querendo saber o que está acontecendo... — e, na maioria das vezes, com ares de cobrança.

Até mesmo muitos dos que aqui me escrevem, e são centenas e centenas de cartas todas as semanas (este site recebe muito mais e-mails do que a Revista Veja), demandam de mim que responda todas as cartas, como se minha existência fosse ficar aqui, sentado de dia e de noite, insone, atormentado como um Gadareno missionário, vendo carta a carta, me revolvendo sobre todas, e lendo-as sem parar, decorando o nome de cada pessoa, e memorizando todos os assuntos, de cada pessoa, e na seqüência...

E se demoro a responder... Ou se nunca respondo por nunca ter visto... Ah! Não queira nem saber... Levo cada bronca. Fico pasmo. É como se eu fosse um sonegador de bênçãos. Nada que eu não conheça de sobra, por assim ter sido, em medida devastadoramente maior, o tempo todo antes... Isso, todavia, era antes...

Mas hoje? Depois de tudo? E ante minha clareza e franqueza em tudo! E ainda assim existem cobranças brabas?! Loucura! Especialmente porque tudo aqui é na Graça e de graça.

Sim! Sempre me choca ver a total falta de percepção acerca de minha situação e de minhas limitações.

Interessante! Quase ninguém quer saber o significado de tudo o que fazemos; quais são as necessidades com as quais lidamos; o que mais poderia estar sendo feito, e o quão mais úteis poderíamos ser...

O salto de qualidade e alcance que poderíamos dar seria inimaginável, tão somente cada um ajudasse, se envolvesse, cresse que se está fazendo algo tão sério que faz Bem (e você é testemunha disto); e que tem o potencial de atingir muito mais gente, se cada um dos freqüentadores e beneficiados deste site, ajudasse como pudesse, inclusive financeiramente.

Aqui no site está dito como contribuir. Está aí. Qualquer um pode achar. Tudo explicado. Mas quantas vezes você que vem aqui todo dia já foi lá? E se foi, em quanto tempo esqueceu? O honesto mesmo é admitir que a maioria quase absoluta ama este site e dele se serve todos os dias; e que ficariam tristes e desolados se ele saísse do ar (eu sei), mas que jamais pensam que cada coisinha que aqui acontece recursos têm que ser investidos. E mais: que poderíamos estar fazendo muito mais se cada um ajudasse com um pouquinho só, mas que fosse o pouquinho do fiel e perseverante.

Estou dizendo isto sem nem bem saber a razão. É claro que desejaria que muitos acordassem para o que aqui digo. Entretanto, mais do que tudo, escrevi a fim de expressar como me sinto em relação à qualidade de compromisso dos atuais traumatizados filhos da graça-gelol.

E como vejo tal compromisso?

Ora, para mim esse suposto compromisso se manifesta pela sua total ausência de compromisso e interesse objetivo e prático nas coisas.

O compromisso dos traumatizados filhos da Graça-Gelol é dizer: “Legal mano! Não precisando de nada, disponha, ta? Graça e Paz!”.

A esses eu digo:

No Evangelho Deus prefere os filhos ‘não’ aos filhos ‘sim’. Pois os filhos ‘não’ dizem que não irão, mas sempre chegam antes. Mas os filhos ‘sim’, apenas dizem ‘sim’, mas seu ‘sim’ diz efetivamente ‘não’ para toda proposta do Evangelho.

Assim, atenção todos os filhos da Graça-Gelol:

Eis que muitos filhos ‘Não’ e muitos fariseus precedem vocês no reino de Deus; pois, mesmo dizendo ‘Não’, levaram Deus muito mais a sério do que vocês, que concordaram com tudo o que Jesus disse, mas não fizeram nada.



Caio


15/05/07
Lago Norte
Brasília

A todos que no caminho seguem a Jesus

paz & bem!

Se confessamos que Jesus Cristo é Deus que se fez “carne e habitou entre (em) nós”, estabelecendo sua tenda no chão da história... por que não agimos como Ele?

Será que a encarnação nos é apenas uma informação? Um belo tratado teológico?

Será que é uma idéia que apenas deve existir na cabeça... sem nenhuma pretensão de acontecer?

Não! Absolutamente, não creio que assim seja...

O acontecimento da encarnação é expresso por um verbo grego que se fosse traduzido literalmente, teríamos um entendimento mais claro, de que tal ato, não apenas revela a descida de Deus ao mundo, de modo a ter em Jesus Cristo a personificação do Amor Divino; mas também, nos ilumina a consciência para um “modo de vida” que é segundo Aquele-que-a-tudo-dá-vida, e que traz Luz à existência de todo aquele cujo coração é o chão que se abre para receber esse dom.

Sendo mais claro, a “en-carne-(em)-ação” é expressa por um verbo que denota o sentido de que Deus “tabernaculou” – acampou no nosso meio. Ou seja, é a presença salvadora e libertadora de Deus neste mundo, na nossa vidinha. De modo que todo o significado desse maravilhoso ato divino carrega o sentido de que a manifestação da Glória Divina nos acompanha aonde vamos, posto que é “Deus conosco”. A encarnação nos revela que a Graça e a Verdade nos perseguirão enquanto fazemos o caminho e o Caminho se faz em nós.

Portanto, se cremos que “...é no Verbo Encarnado, Jesus, onde vemos o Verbo virar Vida, em todos os sentidos”, não deveríamos nós, neste mundo, sermos como Ele?

Sim! É assim que tem de ser... Na verdade, isso só será possível, se em nós, já não se instalou o “cinismo dos santos”.

Não é possível que a compreensão do Evangelho não nos impulsione a vivê-lo?!

O que há conosco?!

Temos a “fama de estarmos vivos, mas na verdade estamos mortos”...! É isso?!

Não! Meu coração está resoluto em não crer que essa é uma geração de gente que muito fala e que nada faz...

Há uma esperança: O Evangelho tem que entrar na vida... e produzir alguma coisa.

E, “[...] para se entender o Evangelho tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço; ou seja: na Sua Encarnação.
O Evangelho só cresce em nós quando a consciência de Jesus se torna crescente em nós. Isto é ter a mente de Cristo, segundo Paulo. Portanto, isto é Evangelho.
O Evangelho é o entendimento segundo Jesus que se torna vida e alegria para quem crê.
Sem tal olhar e sem tal sentir e pensar, conforme Jesus, não há nada que seja Evangelho

(Caio Fábio).”

Ô Deus! Faça dessa geração,
uma geração
que decididamente crê
na loucura do Evangelho!

Faça com que todos saibam,
que assim é a vida de
“todo aquele que é nascido de Ti”,
posto que confessa crer em
Jesus Cristo, teu filho Amado.

Amém...

Meus amados, creio que se assim for em verdade, cada um de nós haverá de se perceber conclamado a ir-sendo conforme a liberdade de uma nova consciência que é iluminada pelo Espírito do Evangelho, e que nos faz viver a autenticidade da fé em Cristo no chão dessa vida.

Então, de fato, teremos entendido que “o Caminho da Graça é o caminho em Cristo no meio da existência”.

O Caminho da Graça se faz na vida, em Jesus, com Jesus e por Jesus. Ele é o Caminho, e toda manifestação Dele em nós é AMOR ao PRÓXIMO!

É assim que creio! E é assim que deve ser na minha vida...

Como disse o Caio, em algum lugar...: “Quem ainda não ficou cínico. Quem ainda crê e sonha. Quem ainda não desistiu. Quem ainda diz: ‘Eu quero ver com meus olhos e sentir em meu coração’ – prepare-se; pois, há tempos novos chegando.”

Eu creio... e por isso vou!
Ou é Evangelho, ou não é Evangelho!

Ou é Caminho, ou não é Caminho!

Saibam, que nessa jornada, não fomos convidados à pusilanimidade. Mas, à loucura de viver uma vida que manifesta a encarnação da verdade do Evangelho da Graça de Jesus Cristo.

Neste caminhar, deve haver coerência entre “a intenção e a ação”... entre a interioridade e exterioridade.

É conforme o Evangelho que caminhamos!

Amados, em Cristo, Deus se revelou a nós, e ao fazer isso, nos convidou a participarmos da DOCE REVOLUÇÃO DO EVANGELHO...

Eu disse SIM a essa REVOLUÇÃO!

Amo o Evangelho! Amo a Jesus... q quem digo: “Senhor meu e Deus meu!”

Amados, meu desejo e oração é que “o coração de vocês se encha de coragem, e que unidos em amor, fiquem completamente enriquecidos com a segurança que é dada pela verdadeira compreensão do mistério de Deus. Estejam certos de que este mistério é Cristo, o qual é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vem de Deus... Fico alegre em saber que vocês estão unidos e firmes na fé em Cristo”.

Amo a todos vocês.

Nele, em quem somos na medida em que caminhamos.

Chico.

CAMINHO DA GRAÇA
ESTAÇÃO BELO HORIZONTE

terça-feira, maio 15, 2007

FILHOS DO CINISMO DOS SANTOS

Somos todos do tipo de filho descrito no evangelho, que diz “sim, sim”; e que diz “amém, amém”, mas que não faz de seu “sim” um sim real na vida; e não faz de seu “amém” aquilo que amém quer que seja na vida.

Dia a dia ficamos mais cínicos, mais de fachada como os de Sardes, e mais possessos de orgulhosos saberes desapaixonados, como os de Laudicéia.

Dia a dia nos tornamos mais libertinos para a morte como os de Tiatira, e mais poderosos entre os que se assentam nos tronos de comando, como os de Pérgamo.

Mirradas são as Esmirnas entre nós. E Filadélfia se perdeu com a queda das colunas do santuário: a fé, a misericórdia, a justiça e o amor.

Somos blá, blá, blá...

Pingam palavras purulentas de nossos lábios...

Escorrem mentiras de nossas bocas...

Gonococos verbais espalham-se por nossas línguas e descem por nossas gargantas...

Mas...

Todos falam. Todos têm razão. Todos são corajosos virtuais. Todos são devotos do culto de si para si. Todos amam muito e cada vez mais aos seus “selfs”.

Não há paixão por Deus. Morreu a loucura nos braços da sanidade...

A “compreensão” do Evangelho mata em muitos a disposição de vivê-lo. São gnósticos mortos de toda experiência de Deus.

Esta é a geração das coisas que querem ser sem se tornar. Que não são, mas que se tornam apenas como se fossem. Que são apenas porque mesmo sem serem de fato, ficaram sendo sabidas e conversadas...

São coisas virtuais. Tudo virtual e sem a virtude do poder.

Virtude já significou poder.

Virtual deveria ser a virtude da aproximação do poder. Mas o virtual acabou se tornando aquilo que substitui o que seria a virtude como poder de realizar.

É assim a alma desta geração. Cada vez mais ativamente sem virtude, pois a virtualidade que não se torna poder em ação real, apenas paralisa a alma na câmara da ilusão que diz que o “visto e ouvido” em virtualidade, já é como se tivesse se tornado.

Por isso, somos quase todos nós assim — como o filho que diz sim e amém a tudo, mas que não anda no chão da virtude, pois, é viciado na virtualidade para a qual o sim dito supostamente realiza o falado, e como se o amém falado carregasse em si uma magia de fazer palavras se tornarem fatos de amor-realidade.


Por isto ecoará cada vez mais pertinente a advertência de Jesus:

“Quando o Filho do Homem voltar porventura encontrará fé na terra?”

Mais do que nunca se saiba: a fé sem obras é morta!

Ele encontrará muita gente como nós, mas fé mesmo [Ah!] Ele dificilmente achará.


Caio

10/05/07
Lago Norte
Brasília

O DIABO É COMPLICADO, mas Deus é simples!

O reino de Deus no homem é feito de simplicidade.

Um Deus.

Um dogma: amor.

Um Senhor e Sacerdote: Jesus, o Cristo.

Uma fé a professar: o amor revelado no Evangelho.

Uma certeza a possuir: a Graça é sobre todos.

Uma responsabilidade: ser em verdade.

Uma missão: ser humano conforme Jesus.

Uma atitude relacional: interdependência.

Uma decisão necessária: independência para obedecer a Palavra.

Um fluxo a seguir: o meu em Deus.

Um mundo a buscar: aquele no qual cada um respeita e é respeitado, trata e é tratado como gosta de ser.

Um só tesouro: o que cabe no coração.

Um cônjuge: amor por todos, mas amor conjugal por um só.

Amar a todos os mais novos como se fossem filhos, e aos filhos como se fossem os únicos.

Amar aos pais como quem ama a Deus, mesmo que Deus errasse...

E, assim...

Buscar manter o coração longe de amores equivalentes em natureza, de valares conflitantes em essência, de tesouros opostos entre si, de ambições antagônicas, de preocupações desnecessárias, de sofrimentos tolos e caprichosos, de relacionamentos que não abençoam, de escolhas que excitam, mas não pacificam; e de toda sorte de loucura que envolva crer que aquilo que é mal, em você não é tal ruim assim; que sua traição é a mais nobre que existe; que suas ambições são suas e assim não são antagônicas; que a injustiça é a justiça não estar em suas mãos; e que a um malabarismo bondoso nem Deus resiste.

Mas na era da fragmentação de todas as coisas, quem almejará a simplicidade de ser?

Bem-aventurado o homem cuja mente está em mim — diz o Senhor.


Nele, que nos chamou a uma só coisa,


Caio

14/05/07
Lago Norte
Brasília

sexta-feira, maio 04, 2007

.:AGENDA DE MAIO DA ESTAÇÃO FORTALEZA:.

.:AGENDA DE MAIO DA ESTAÇÃO FORTALEZA:.

CAMINHO NOS LARES
TODA QUINTA-FEIRA ÀS 19HS

Se você deseja receber os caminhantes em sua casa. Envie-nos um e-mail com o melhor dia e endereço para que possamos agendar.

03/05 - Casa do Cândido – Av. C, 1555, 2ª. Etapa do Conjunto Ceará. (Fone 3294 0479 – Falar com Cândido)

10/05 – Casa da Tânia - Rua 121, casa 116, 1ªetapa do Conjunto Ceará (próximo ao terminal) fone 3489-6728(Falar com Tânia)

16/05 -(Quarta-Feira - 19:30hs) Casa do Yuri - Rua Eusébio de Souza, 1183, Bairro de Fátima - 3227 1151( Falar com Andrey ou Yuri)

24/05 – Casa do Ivo e Jana – Rua prof. Wilson Aguiar, 199, apt 1002, Edson Queiroz – Fone: 8817 5758

31/05 – Casa do Pc e da Bárbara - endereço a confirmar!

→ CAMINHO CONSCIÊNCIA
TODO DOMINGO AS 09HS

Dando continuidade ao nosso estudo do Evangelho, durante este mês estaremos apresentando uma série de mensagens sobre o Reino de Deus. Não percam!
Local: Colégio Dom Helder Câmera - Rua Rosinha Sampaio, 1742, Quintino Cunha. (Esta Rua fica paralela a Av. Independência, e transversal a Coronel de Carvalho)
→ CAMINHO "COM-VIVÊNCIA"
Dia 25/05 (a partir das 18hs)

Ação de Graças pela vida do Ivo
Local: Rua prof. Wilson Aguiar, 199, apt 1002, Edson Queiroz

Dia 27/05

Encontro dos caminhantes (Almoço – 12hs)
Local: Pasto e Pizza da Washington Soares

→ VALE A PENA SABER
AUDIO-CONFERÊNCIA: toda terça-feira, à partir das 20h00 - VOCÊ PERGUNTA E O CAIO RESPONDE AO VIVO. Para ouvi-la, basta acessar a rádio do site (http://www.caiofabio.com/) ou participar na sala “Estação Caminho da Graça” no PALTALK.
Caminho da Graça
Estação Fortaleza
Ivo Fernandes

quinta-feira, maio 03, 2007

Relembrando



Durante o mês de Abril caminhamos passo a passo, nesta caminhada fizemos diversas paradas nos lares dos caminhantes que recebiam de bom grado o Evangelho da Paz. Muitos já ousaram dá o primeiro passo dessa jornada que dá no Pai. Ficou claro em cada reunião que O CAMINHO DA GRAÇA É PARA TODOS, e PASSO A PASSO é melhor para caminhá-lo

Durante este tempo por vezes paramos para reforçar a consciência a partir do estudo do Evangelho. O reino foi nosso tema e nosso desafio.

Convivemos, e nessa vivência com o outro aprendemos. Dois momentos marcantes lembro-me das convivências. O primeiro foi a Ceia em memória ao Cordeiro onde muitas lágrimas foram deixadas no solo deste Caminho, e a outra foi nossa última reunião do mês, onde com simplicidade e leveza vivemos momentos de reflexão e alegria no Senhor.

Se você não participou de nada disso não deixe de participar neste mês de Maio. Dê uma parada na estação, estamos lhe esperando!

Nele que é o nosso Caminho